COMO FAZER DIFERENÇA NO MUNDO

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Vivemos num mundo imerso no mal – basta ler o jornal diariamente para ter provas disso. Num ambiente assim, o que o cristão pode e deve fazer? 

A resposta é simples: Precisamos fazer a diferença. E foi isso que Jesus quis dizer, quando nos orientou a ser o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mateus capítulo 5, versículos 14 a 16). 

Como fazer isso na prática? Aí vão algumas sugestões simples mas muito efetivas para você.

Em primeiro lugar, é preciso estar no meio do mundo e não afastado dele – o sal, se não estiver no meio da comida, não consegue salgá-la. A lâmpada escondida num armário não pode iluminar o ambiente.

Muitos cristãos(ãs) agem de forma contrária a esse ensinamento: tentam se afastar da sociedade para não se contaminar pelo pecado nela existente. Querem viver fora do “mundo”, restritos às suas igrejas e à companhia de outros(as) cristãos(ãs). Aí não conseguem “salgar” nada e muito menos “iluminar” quem está no escuro.

Em segundo lugar, não importa o que as outras pessoas façam ou deixem de fazer, cada cristão(ã) precisa fazer sua parte. Nem mais, nem menos.

Ora, se apenas 1% do sal tiver gosto, seria necessário uma quantidade 100 vezes maior desse produto para alcançar o mesmo efeito, o que tornaria o uso do sal inviável. Em outras palavras, se apenas 1% do povo de Deus fizer a sua parte, o movimento cristão não vai conseguir mudar a sociedade em que vive. 

Cerca de 30% da população do Brasil se diz evangélica – isso é uma enorme quantidade de “sal” – e ainda assim o país não mudou quase nada nos últimos anos. Por que? Porque essa presença maciça quase não se faz sentir. porque a maioria dos(as) cristãos(ãs) se omite. Não faz sua parte.

Há várias coisas que estão ao alcance de qualquer pessoa fazer. Vamos a elas: 

A importância de dar exemplo
O que vale mais: palavras ou atos? Certamente, os atos. Palavras que contrariam os próprios atos da pessoa que as diz, são vazias. Só mostram que essa pessoa é hipócrita. 

Dizer uma coisa e fazer outra, passa a mensagem errada para quem está prestando atenção. E como os(as) cristãos(ãs) são pessoas muito visadas pela sociedade, agir de acordo com o que a Bíblia prescreve é especialmente importante no nosso caso. Somos a referência do Evangelho no mundo que nos cerca.

As pessoas no nosso entorno precisam ver a imagem de Deus refletida em nós, mesmo que esse reflexo seja sempre distorcido, pois não somos perfeitos. 

O poder do testemunho
As palavras têm poder enorme. O escritor russo Aleksandr Solzhenitsyn, ao receber o prêmio Nobel de Literatura, disse que escritores não têm qualquer poder militar, mas têm a palavra a seu lado. E uma palavra verdadeira possui peso enorme.   

A Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, é a verdade revelada por Ele para nós. E precisamos ter coragem de assumir nossa crença e falar sobre aquilo que a Bíblia ensina.

O apóstolo Paulo disse uma coisa muito importante: “Eu não me envergonho do Evangelho, porque ele é o poder de Deus que traz salvação para todo aquele que crê” (Romanos capítulo 1, versículo 16).

Aí o ponto mais importante de tudo isso: o(a) cristão(ã) que quer fazer sua parte fala do Evangelho. E nunca se envergonha daquilo que crê.

Não é preciso ter conhecimentos de teologia profundo – e não saber o que falar é a desculpa mais comum que ouço. Basta saber o básico sobre Jesus e como Ele traz a salvação para o ser humano..

E se a pessoa com quem você falar não receber bem a mensagem do Evangelho – e, acredite, isso raramente acontece -, não se envergonhe e vá em frente, tendo a noção do dever cumprido. De ter feito sua parte.

Agora, falar de Jesus não significa ser mau educado, muito menos tentar “enfiar” os argumentos pela goela da outra pessoa abaixo. Fazer isso somente irrita quem ouve. É preciso ter sensibilidade para abordar as pessoas da forma certa e no momento apropriado. 

Dar força à comunidade
Desde o início, cristãos(ãs) se reuniram em comunidades. Nelas as pessoas se ajudavam mutuamente e era ali que encontravam forças para enfrentar as dificuldades, até perseguições. E hoje não é diferente.

No nosso país, as igrejas evangélicas são cada vez mais fortes no meio das populações carentes. E é em torno das suas igrejas que pessoas simples constroem suas vidas. Ali se sentem bem porque são respeitadas – por exemplo, o irmão Fulano, apenas um trabalhador braçal no mundo lá fora, na igreja pode ser um diácono, enquanto a irmã Beltrana, quase analfabeta, pode ser líder do coral. 

Essas comunidades resgatam o amor próprio das pessoas e é ali que todos(as) encontram ajuda nos momentos de dificuldade (desemprego, doença, etc). 

O sentido de comunidade é uma dádiva preciosa do cristianismo em meio a  uma sociedade agressiva e egoísta. Portanto, militar no meio de uma comunidade cristã – frequentar e ajudar os trabalhos ali desenvolvidos – também é uma maneira do(a) cristão(ã) fazer sua parte. 

O impacto da oração
Os investimentos sociais (saúde, educação, etc) levam anos para produzir frutos e, por isso, costumam ser deixados de lado pelos(as) políticos(as) que dão preferência a investir em estradas, túneis e coisas assim, pois precisam de votos para a próxima eleição. 

Agora, somente os investimentos sociais têm poder de mudar a vida de uma nação – infelizmente, essa é uma lição que o Brasil ainda não aprendeu de verdade.

A oração, no mundo espiritual, é semelhante aos investimentos sociais na sociedade: não aparece muito, não causa admiração ou gera elogios. E pode levar anos para gerar resultados, por isso pode ficar sem a devida atenção nas igrejas. 

Mas, nada tem o poder de mudar as coisas como uma comunidade em oração movida pela fé em Deus. Sua força é inigualável. 

Outro dia, li uma reportagem sobre uma igreja evangélica que ora continuamente desde 1999 – são mais de 17 anos de orações sem qualquer interrupção. Essa igreja vive cheia a qualquer hora, dia e noite. Pessoas vêm de longe para orar, pois sabem que Deus se faz presente ali. E a sociedade em torno daquela igreja mudou radicalmente. 

Acreditar no poder da oração é outra forma do (a) cristão(ã) fazer diferença.

Palavras finais
Cristãos(ãs) podem muito, se cada um(a) fizer sua parte. Imagine o país que teríamos, se cada pessoa que afirma ser evangélico(a) estivesse fazendo seu pequeno pedaço na obra de Deus? Se cada evangélico(a) desse exemplo de comportamento correto, falasse do Evangelho de Jesus, participasse ativamente de uma comunidade de fé e orasse com fervor e constância. Certamente, nosso país seria muito mais abençoado do que hoje é. 

Portanto, faça sua parte. Não espere mais. Comece hoje ainda.

Com carinho 

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