O ERRO DE APENAS UM DÉCIMO DE GRAU

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Qual é o efeito dos pecados considerados pequenos? Talvez você se surpreenda em saber que pode ser muito grande, maior do que você pensa. E vou tentar explicar isso melhor com um exemplo simples.

Imagine que você precisa chegar na casa de um amigo e, como não conhece o caminho, nem tem um GPS, vai ter que usar mesmo uma boa e velha bússola. 

Aí você ajusta o controle que estabelece a direção do seu carro de acordo com a informação que tem da direção da casa do seu amigo – digamos 30° a Nordeste de onde está -, mas comete um erro bem pequeno, de apenas um décimo de grau. Será que isso vai fazer diferença? Será que ainda assim você vai chegar na casa do seu amigo?

A resposta é simples: depende da distância a percorrer. Em distâncias pequenas – digamos 1 km – você vai atingir o alvo com uma defasagem de apenas 2 m, devendo chegar sem problema. Agora, o caso fica muito diferente quando a distância é grande – em 1.000 km, você vai errar o alvo por 2 km e talvez não consiga mais encontrar a casa do amigo. 

Nessa pequena parábola, seguir na direção certa corresponde a viver uma vida sem pecado – atingir o alvo que Deus traçou para cada um(a) de nós. Já o erro no ajuste da bússola é a consequência do pecado – por conta de decisões erradas, a “bússola” da pessoa se afasta da direção certa. Finalmente, a distância percorrida é a passagem do tempo. 

Pecados aparentemente sem importância (o desvio de um décimo de grau) parecem gerar desvios na vida da pessoa que parecem pequenos, desprezíveis até. Mas, ao longo do tempo, esses desvios  pequenos vão gerando um afastamento cada vez maior do alvo – Deus. Até o ponto de fazer a pessoa se perder.

O efeito acumulativo dos pecados
Porque pecados aparentemente sem importância geram consequências tão graves? Por duas razões. A primeira delas é a pessoa se acostumar com o pecado, deixando de ter incentivo para lutar contra ele. Ela se acomoda.  

A insensibilidade para o pecado – a Bíblia chama isso de “coração endurecido” – é perigosa pois afeta a vida espiritual e abala a fé da pessoa. A Bíblia ensina que fé e obra (nesse caso, a luta contra o pecado) andam juntas e se reforçam mutuamente (Tiago capítulo 2, versículos 14 a 26). Portanto, a insensibilidade ao pecado afeta em muito a fé da pessoa.

A segunda razão é que pecados chamam outros pecados. Por exemplo, a pessoa conta uma pequena mentira, e aí, para não ser descoberta, precisa contar nova mentira. Passa, então, a ter que cuidar de duas mentiras e não mais de uma. E talvez precise mentir mais uma vez. E assim por diante.

A Bíblia tem vários exemplos desse tipo de situação. Por exemplo, o rei Davi cometeu adultério com uma linda mulher, Bate-Seba, esposa do capitão da sua guarda, Urias. A mulher acabou engravidando e não podia dizer que o filho era do marido, pois Urias estava ausente por longo tempo, lutando numa guerra.

Para resolver o problema, Davi cometeu novo pecado: pediu a seu general que colocasse Urias numa situação perigosa, durante uma batalha, para que fosse morto pelo inimigo. E assim aconteceu. Depois, Davi se casou com aquela mulher.

Para resolver um pecado (adultério), Davi mandou matar um homem inocente e leal a ele, cometendo um pecado ainda mais trágico. O rei Davi se recuperou aos olhos de Deus, mas suas ações tiveram consequências terríveis, acabando por desestabilizar sua família.

Outro exemplo interessante é Judas: ele traiu Jesus, recebendo trinta moedas de prata como pagamento. Quando se deu conta do que tinha feito, sentiu remorso, mas não confiou na misericórdia de Deus. Suicidou-se pois não podia mais viver com a própria culpa. Um pecado se juntou ou outro e Judas perdeu sua salvação.

Pecados pequenos que vão se somando levam a pessoa a se afastar mais e mais de Deus. O erro pode começar num pecado com pouco significado, que não gere muita consequência. Mas, pecados sem tratamento (arrependimento e pedido de perdão) concorrem para abalar a fé da pessoa, bem como têm seu efeito multiplicado por outros pecados. E assim, a pessoa vai pouco a pouco se afastando de Deus.

Portanto, quando John Wesley, o fundador do metodismo, disse que os(as) cristãos(ãs) deveriam se esforçar por viver uma vida santa, sabia bem do que estava falando.

Com carinho

1 Comentário


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    Anônimo

    Nossa! Isso realmente é muito importante. Já Havia pensando nisso, mas não tanto quanto agora. Muito delicado. e o pior é que tem muitas pessoas que fazem de tal forma que não acham que tão pecando. E as vezes me pergunto, nossa essa pessoa está a tanto tempo no evangelho , isso não deve ser pecado , ´´e apenas um detalhe , eu que estou exagerando… Mas vemos que as coisas não são bem assim né. pecamos por pequenos detalhes, e eles fazem toda diferença, para chegarmos até nosso ''SENHOR DEUS'' no Céu de Glória…….Camila

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