O DIFÍCIL ANO DE 2016

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O ano que está se encerrando parece que durou bem mais do que 12 meses, tantos foram os acontecimentos ocorridos ao longo dele.

Veja um breve resumo daquilo que vivemos nos últimos 12 meses:

  • O impeachment da Presidente Dilma Rousseff, ao fim de uma longa agonia política.
  • A recessão em nosso país que já dura dois anos e ainda não tem data para acabar, problema que gerou mais de 12 milhões de desempregados e jogou muita gente de volta na miséria. 
  • O aprofundamento das investigações da Lava Jata que já atingiram centenas de pessoas, muitas das quais presas. E muito mais gente será atingida.
  • A deposição pelo Supremo Tribunal Federal de um Presidente da Câmara e outro do Senado, fato inédito na nossa história, comprovando que mesmo aos trancos e barrancos as instituições estão funcionando e justiça aos poucos vai sendo feita.
  • As gigantescas manifestações de rua em nosso país, demonstrando que o povo brasileiro acordou para a realidade que precisa participar mais da política, se quiser que as coisas mudem mesmo. As pessoas finalmente estão aprendendo que não há políticos(as) salvadores da pátria.
  • A eleição nos Estados Unidos de Donald Trump, homem totalmente despreparado para dirigir um país dessa importância. Esse fato vem gerando muita ansiedade na opinião pública mundial.
  • A crise na Venezuela, que vem demonstra ndo mais uma vez como um país pode ser destruído por um governo irresponsável.
  • A morte de Fidel Castro, ditador cubano que dirigiu um regime que, por uma lado, promoveu avanços sociais, mas por outro, conduziu uma perseguição política implacável, com milhares de vítimas, dentre aqueles(as) que ousaram discordar.
  • A continuação do drama dos refugiados (sírios e de outros países árabes), levando ao desespero e à morte milhares de pessoas, muitas delas crianças.
  • A queda do voo que levava a delegação da Chapecoense, causando a morte mais de 70 pessoas, tudo por conta de irresponsabilidades das pessoas envolvidas.
  • Vários ataques terroristas em países europeus (principalmente na França), nos Estados Unidos e em países árabes.
  • Os jogos Olímpicos e Paraolímpicos em nosso país, que deram certo, coisa que surpreendeu a muita gente. 

Vou parar por aqui, mas deixei muita coisa de fora. O que pensar de um ano tão atribulado como esse? Quais ensinamentos bíblicos podemos usar para nos ajudar a compreender o que aconteceu e a preparar para enfrentar o ano de 2017?

A primeira coisa é reconhecer a carência de Deus na sociedade atual. Violência, corrupção desenfreada, desigualdade social, uso indiscriminado de drogas, pornografia, promiscuidade e outras mazelas da nossa sociedade somente demonstram a distância das pessoas de Deus.

E essa não é uma constatação nova: Em 1 João capítulo 5, versículo 19, o apóstolo declarou simplesmente: “O mundo jaz no Maligno“. Ou seja, ele reconheceu que a sociedade humana é comandada pela forças do mal. E é fácil de constatar isso nos diversos campos como a política, a mídia, o mundo dos negócios, o entretenimento, etc.

Somente a presença de Deus pode tornar esse mundo melhor. E foi isso que Jesus falou numa parte da oração do “Pai Nosso”: “e venha até nós o seu Reino, onde será feita sua vontade aqui na Terra, assim como ela já é feita no céu“.

Por mais que ações como a Lava Jato tenham mérito, somente a presença real do Espírito Santo na nossa sociedade trará mudanças duradouras no comportamento das pessoas.

A segunda coisa é reconhecer que cabe em boa parte a nós, cristãos(as), ajudar a mudar o atual estado de coisas. Não podemos nos omitir: precisamos falar e dizer aquilo que pensamos, mesmo sob risco de sermos ridicularizados e taxados de retrógrados e intolerantes.

E precisamos sempre oferecer a receita para mudar o atual estado de coisas: Jesus Cristo. Os ensinamentos d´Ele – amar ao próximo, não dar lugar à hipocrisia, perdoar que causa mal, etc -, se seguidos por boa parte da sociedade, fariam deste mundo um lugar muito melhor (mais justo, pacífico e feliz). 

A terceira coisa que nos cabe fazer é orar. Pedir a Deus que tenha misericórdia e que não exerça já seu juízo sobre nossa sociedade. E pedir também pela ação do Espírito Santo, tocando e modificando o coração das pessoas para que elas mudem de fato os seus caminhos.

Finalmente, precisamos manter a esperança, assim como fizeram as gerações de cristãos(ãs) que vieram antes de nós. Eles lutaram contra enormes dificuldades, como perseguições, e conseguiram se manter firmes e ainda assim contribuir para melhorar as coisas.  Em outras palavras, é preciso perseverar. Não desanimar.

Se cada cristão(ã) fizer sua parte, 2017 será um ano muito melhor do que 2016 foi.

Com carinho e grande esperança

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