RESPONDENDO AO CHAMADO DE DEUS

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Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Apocalipse capítulo 3, versículo 20

A Bíblia diz que Deus chama os seres humanos para uma vida de comunhão com Ele. Agora, cabe a cada pessoa decidir como vai responder a esse chamado tão importante. E a experiência indica haver cinco diferentes formas que as pessoas costumam usar para responder a esse chamado de Deus:

A surdez seletiva
Quando eu era garoto e minha mãe me chamava, e eu não queria parar o que estava fazendo, eu simplesmente fingia que não ouvia – minha mãe chamava isso de “surdez seletiva”.

Ela tinha razão: a gente só ouve aquilo que quer ouvir de fato e suprime, de alguma forma, o chamado que não interessa.

Aí está a primeira forma de responder a Deus: tem gente que simplesmente suprime seu chamado. Faz que não ouve e até acaba se convencendo que não houve chamado algum.

Esse é o comportamento das pessoas que não acreditam na existência de Deus e, por conseguinte, acreditam não haver qualquer chamado. E fingem não ouvir quando o chamado chega – fazem igual eu fazia quando minha mãe me chamava. E continuam a tocar sua vida, como se nada tivesse acontecido.

A resposta é dada mas não para quem chamou
Há pessoas que pensam existir muitos caminhos para se chegar até Deus. Acreditam que tudo é relativo – “você tem sua verdade e eu a minha” é o mantra que usam.

Essas pessoas até conseguem identificar que houve um chamado, mas não conseguem saber quem chamou de fato. E normalmente respondem, mas não para Deus, pois estão confusas, sem saber direito quem chamou de fato.

Esse é um caso triste porque, diferentemente da situação anterior, a pessoa até aceita que existe um chamado espiritual. Acreditam que há um ser superior, mas como preferem acreditar numa saída fácil – que há muitos caminhos -, erram na resposta.

A resposta sem compromisso
O terceiro caso é o da pessoa que até identifica de forma correta que foi chamada por Deus e de certa forma responde a Ele. Mas faz isso sem compromisso verdadeiro.

Igual ao que acontecia comigo, quando minha mãe me chamava para arrumar meu quarto – ia, até com medo de um possível castigo, mas fazia o mínimo possível, o mais rápido que podia.  

Esse tipo de pessoa até pode se iludir, pensando ter aceitado Jesus. Talvez até frequente uma igreja com alguma assiduidade, mas não tem qualquer compromisso verdadeiro com sua fé e com o Reino de Deus. Vai quando pode ou não tem nada melhor para fazer e se compromete o mínimo. 

Essas pessoas costumam ficar muitos anos no mesmo lugar, sem qualquer avanço na sua vida espiritual. São crentes “mornos”, nem “frios” e nem “quentes”: não se afastam do cristianismo (talvez por medo das consequências espirituais), mas também não se entregam de fato a essa fé (não “nascem” de novo).  

A resposta é dada mas nos termos da própria pessoa
Há funcionários(as) que, quando o chefe lhes pede para fazer uma tarefa, até respondem de forma positiva, mostrando-se interessados(as). Mas sempre querem fazer as coisas da sua forma.

E não faz diferença para elas haver um método já estabelecido pela empresa para cumprir aquela tarefa, corporificado num manual de procedimentos escrito por técnicos(as) especializados(as) no assunto. A pessoa acha que sabe mais e melhor e tudo aquilo é perda de tempo. Ela adere ao chamado, mas apenas nos seus próprios termos.

Na verdade, bem lá no fundo, esse tipo de pessoa não quer se curvar à autoridade da empresa. É rebelde, embora não aparente.

Há muitos(as) cristãos(ãs) assim. Aceitam o chamado de Deus e se convertem. Mas querem construir seu próprio cristianismo, sem se importar com o “Manual de Instruções” que receberam (a Bíblia).

Essas pessoas pensam que vão ser salvas se acumularem suficiente “crédito” junto a Deus, se forem suficientemente boas. Assim, escolhem os mandamentos que vão cumprir – aqueles que fazem sentido para seu estilo de vida- e deixam os outros de lado. Muitas vezes criam mandamentos próprios, que impõem a si e aos outros.  

Tornam-se legalistas, pois imaginam que podem controlar sua relação com Deus. Aderem a Ele, mas nos seus próprios termos. 

Era assim que se comportavam os fariseus no tempo de Jesus – julgavam-se melhores que as demais pessoas porque pensavam seguir estritamente a Lei de Moisés. Mas faziam isso apenas nos seus próprios termos.

E Jesus foi muito duro com esse tipo de gente: chamou-os(as) de “túmulos caiados de branco por fora, mas cheios de podridão por dentro” (Mateus capítulo 23, versículo 27).

A aceitação plena do chamado
Agora, também há quem realmente ouça o chamado de Deus e se apresente perante Ele da forma correta. 

São as pessoas que entendem ser pecadoras e não têm mérito para angariar sua própria salvação. Que se percebem totalmente dependentes da Graça de Deus, acionada em nossas vidas pelo sacrifício de Jesus.

Essas pessoas se entregam ao chamado de Deus de forma plena, pois entendem não haver outro caminho possível. E são gratas a Deus por ter nos aberto um caminho para a salvação.

Mudam sua forma de viver sim, mas por gratidão a Deus e não por medo ou por tentar juntar mérito junto a Ele. Em outras palavras, praticam boas obras sim, mas fazem isso como fruto da sua fé em Jesus Cristo.

Palavras finais
Pense um pouco sobre sua vida espiritual e sobre a maneira como vem se relacionando com Deus. E seja sincero consigo mesmo(a). 

De que maneira você vem respondendo ao chamado de Deus? Será que tem se mostrado(a) surdo(a) ao esse chamado? Ou tem respondido, mas não a Ele, pensando que está tudo bem em proceder assim? Ou será que você tem respondido a Deus, mas de forma “morna”, sem qualquer compromisso real com seu Reino? Ou respondeu sim, mas nos seus próprios termos, seguindo seu próprio “Manual”? Ou respondeu da forma correta, sentindo-se grato(a) à oportunidade que Ele está dando para você e a partir daí construindo um relacionamento real com Ele?

A resposta é sua.

Com carinho

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