RESISTI AO MAL E ELE FUGIRÁ DE VÓS

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Eu não gosto muito de falar do Diabo. O assunto é desagradável e acho que não se deve dar importância demais a ele, ao contrário do que fazem alguns teólogos e pregadores. Mas também não é correto não falar nada, porque fica parecendo que o Diabo não tem nenhuma importância, posição perigosa, pois minimiza um perigo real. 

Os recursos do Diabo
Ele conta com dois recursos poderosos. A Bíblia diz que ele é o “pai da mentira” e sua atuação é sempre baseada nisso. Por exemplo, quando ele aparece pela primeira vez na Bíblia, no relato de Adão e Eva, ele mente para Eva, para que ela se anime desobedecer a Deus (Gênesis capítulo 3, versículos 1 a 7).
 
A segunda arma dele é o conhecimento das nossas fraquezas e/ou necessidades, que ele sabe explorar muito bem. Sua experiência em fazer isso é enorme e vem sendo acumulada a milhares de anos.
 

Há um bom exemplo disso na Bíblia: quando Jesus ficou jejuando por 40 dias no deserto: o Diabo o tentou com comida, necessidade premente para Jesus naquele momento (Mateus capítulo 4, versículos 1 a 11). É claro que Jesus não se deixou levar por essa artimanha, mas o ocorrido demonstra bem como o Diabo opera. 

A mentira somada à exploração dos nossos pontos vulneráveis é uma combinação muito poderosa, pois o Diabo tem por hábito nos dizer exatamente aquilo que gostaríamos de ouvir – adulações, promessas (que não vão se cumprir), minimização das consequências do pecado, etc. E isso acaba sendo a perdição de muita gente. 
 

As formas de atuação 

Há três formas que o Diabo usa para influenciar suas vidas. A primeira delas é a tentação. Foi justamente o que ele fez com Jesus, no exemplo que dei acima. Para tentar você, o Diabo parte de uma necessidade ou de um desejo, que até pode ser legítimo, e procura convencer você que o fim (o atendimento desse desejo ou necessidade) justifica os meios utilizados para atingi-lo, especialmente quando esses meios são baseados no pecado. 

Por exemplo, o rei Davi desejou ter uma mulher muito bonita (Bate-Seba), mas que era casada. Para conseguir seu objetivo, fez com que seu marido, Urias, fosse morto. Davi caiu na tentação a prejudicou toda a sua vida a partir daí. 

Tentação é coisa tão séria que Jesus colocou um alerta sobre isso na oração que Ele ensinou aos seus discípulos (Pai Nosso): “e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal…” (Mateus capítulo 6, versículo 13).

Todos, rigorosamente todos, os seres humanos são tentados em diferentes momentos das suas vidas – nem Jesus ficou livre desse tipo de teste. A diferença está em como a pessoa reage a esse tipo de teste – se cede ou não. E se ceder, como vai lidar depois com o pecado cometido – esquecer, encontrar justificativas para seus erros, repetir o erro, ou se arrepender e corrigir seus caminhos.

A segunda forma de ação do Diabo é a opressão. Isso ocorre quando ele usa outras pessoas e/ou as circunstâncias da sua vida para desestabilizar você.

Por exemplo, uma jovem é gorda e a sociedade é cruel com quem tem esse tipo de aparência. Aí o Diabo se aproveita para infelicitar a vida dessa moça, submetendo-a a constrangimentos, a desilusões amorosas, etc. A partir de certo momento, a moça começa acreditar que não pode ser mesmo feliz, que não merece isso, e acaba fazendo o trabalho do Diabo sem nem perceber. 

Há muitas áreas onde as pessoas podem ser oprimidas, além da aparência física, como, por exemplo, nos seus relacionamento, na falta de dinheiro, através de doenças, etc. As possibilidades são muitas e é exatamente por isso que há tanta gente oprimida por aí, vivendo uma vida miserável.

A terceira maneira de atuação é a pior de todas: a possessão. Ocorre quando o diabo passa a controlar a mente de determinada pessoa. E a pessoa possuída acaba fazendo coisas terríveis: tendo crises de ira inexplicáveis, machucando a si mesma, ofendendo os outros, etc.

Tal controle da mente de uma pessoa pode ser intermitente – se manifesta de vez em quando – ou permanente, como no caso do rapaz que Jesus encontrou, que vivia entre as tumbas de um cemitério (Lucas capítulo 8, versículos 26 a 34).

A possessão normalmente se dá porque a pessoa tinha algum tipo de brecha séria na sua vida: pecado que não foi abandonado (pois a pessoa não queria mudar sua vida); ou a recusa consciente em aceitar Jesus; ou trabalho espiritual (como macumba) feito por terceiro para destruir, que frutificou porque a pessoa não tinha proteção espiritual.

A Bíblia conta sobre o momento em que o Diabo entrou em Judas, o discípulo de Jesus que o traiu, por causa da ganância daquele homem (João capítulo 13, versículos 21 a 27). E isso acabou levando Judas à destruição – ele traiu Jesus e se suicidou por conta do remorso.

Possessões não tratadas – isto é, quando a pessoa afetada não é libertada da ação do Diabo – sempre levam à destruição. E é preciso muito cuidado com isso. 

Como se defender

A Bíblia nos diz: “mas resisti ao Diabo e ele fugirá de vós” (ver Tiago capítulo 4, versículo 7). E foi isto que Jesus fez, quando foi tentado. Então devemos fazer o mesmo: resistir à ação do mal com todas as forças e com as ferramentas que temos à disposição. Mas como fazer isso?

Começo a responder lembrando da resistência contra os pensamentos impuros. Certa vez um amigo me perguntou: “Como faço isso, pois não consigo impedir que pensamentos pecaminosos apareçam na minha mente?” Nem ele conseguia, nem ninguém consegue evitar de todo tal tipo de pensamento. Pensamentos pecaminosos aparecem mesmo e quando menos se espera.

Mas é possível sim impedir que eles façam “ninho”, ou seja dominem a mente ao criar corpo e se fortalecer. Quando o pensamento impuro chega é preciso combatê-lo de imediato, antes que ele crie raízes. Simples assim.

Outra forma de resistência à ação do Diabo é a oração. Ore sempre e peça a Deus forças para resistir. E confesse sempre seus pecados para Ele – fale com Deus abertamente e lembre-se que Deus já sabe mesmo de tudo. Depois de confessar, peça perdão e se deixe envolver pela Graça de Deus – isso vai fechar suas eventuais brechas espirituais. 

Outra coisa importante é não ter medo. Você precisa levar a sério a ameça do Diabo, mas não deve temê-la, pois o poder que está à sua disposição, mediante a ação do Espírito Santo, é maior que o poder do Diabo. Nunca se esqueça que o Inimigo já foi derrotado por Cristo na cruz – por enquanto ele continua por aqui , atrapalhando, mas sua derrota final já está decretada.

Outra forma de resistir ao Diabo é usar a Bíblia contra suas mentiras, conforme Jesus fez. Lembre-se que não serão suas palavras que terão sucesso na tarefa de fechar as portas para o Diabo e sim a própria Palavra de Deus. Não se esqueça nunca disso.

Finalmente, procure ajuda quando necessário – em casos mais sérios, costuma ser necessário contar com o apoio de quem tenha ministério (dom) de discernimento espiritual e libertação.

Jesus libertou diversas pessoas das mãos do Diabo durante seu ministério na terra e os apóstolos fizeram o mesmo. E assim deram o exemplo.

Portanto, não há vergonha nenhuma em recorrer a um(a) irmão(ã) – pastor(a) ou leigo(a) – que funcione como “médico(a)” para sua “doença” espiritual.

Com carinho

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