QUANDO A PROGRAMAÇÃO DE TELEVISÃO TEM MÁ QUALIDADE…

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Recentemente ocorreu um fato interessante com a TV Globo, a mais poderosa rede de televisão em nosso país. Uma novela das nove – Babilônia – foi rejeitada pelo público porque seu enredo era absolutamente imoral. 

Ora, programas de má qualidade são comuns no meio televisivo. São comuns programas que de alguma forma ensinam as pessoas o que há de pior – uso de drogas, promiscuidade, traições de todo tipo, desonestidade, etc. E normalmente os personagens que deveriam apresentar algum princípio moral, como as pessoas religiosas, são retratadas como hipócritas ou como chatas e intolerantes. 

Tudo isso é bastante comum. Agora, o que aconteceu com a TV Globo não foi. As pessoas rejeitaram a novela Babilônia e reagiram mudando de canal, indo atrás de outro programa. A alternativa encontrada foi a novela Dez Mandamentos da Rede Record, baseada numa história bíblica. 

Essa outra novela, mesmo tendo qualidade artística inferior, acabou por ganhar enorme audiência. E a Globo teve que mudar o enredo da novela Babilônia, para torná-la mais ao gosto do seu público, e como não teve sucesso, encurtou a duração da novela, tendo enorme prejuízo.

Esse fato comprovou uma coisa muito importante: quem tem poder de fato é o público. É ele quem manda de fato na programação das redes de televisão – afinal, sem audiência, não há anunciantes, e sem anunciantes, falta dinheiro para financiar a programação. Simples assim.

Essa experiência mostra que o público pode e deve demonstrar sua insatisfação com a má qualidade da programação de forma simples e efetiva, mudando de canal. E isso é muito mais efetivo do que a outra alternativa que costuma ser aventada para melhorar a qualidade das programações da televisão, isto é o controle através da censura. Muitas pessoas pensam que programas ruins deveriam ser simplesmente proibidos de aparecer ou serem relegados para horários muito tardios (de madrugada).

O problema com estabelecer censura é que é preciso dar poderes ao governo ou a outra organização qualquer para escolher o que pode ou não ser veiculado. E isso gera mais problemas do que aqueles que evita: incentiva a burocracia governamental, dá poder excessivo aos(às) censores(as), cria um mercado ilegal para os programas proibidos, etc. 

Censura não é a solução. Mudar de canal é a resposta para quem luta por programações de melhor qualidade, que não sejam fontes de informação e incentivo à prática de um monte de coisas imorais que contrariam a vontade de Deus. 

Retirar a audiência dos programas ruins acaba por matá-los, cortando o oxigênio que os alimenta e os mantem vivos. E as igrejas cristãs podem ter um papel importante nesse processo, inclusive liderando boicotes contra programas especialmente ruins, como aconteceu com a novela Babilônia. 

As igrejas podem e devem dar alertas contra programas ruins, esclarecendo as pessoas quanto aos erros morais neles difundidos. Podem também indicar programas alternativos que sejam agradáveis e tenham melhor qualidade. 

Agora, essas ações não devem nunca envolver proibições ou ameaças contras as pessoas – por exemplo, dizer que quem vier a assistir tal ou qual programa vai desagradar a Deus e/ou acabar indo para o inferno, como já vi algumas igrejas fazerem. Isso seria corrigir um erro fazendo outro maior ainda. 

Eu defendo aqui um processo de esclarecimento das pessoas para que aprendam a fazer as escolhas certas, sem deixar de exercer seu direito à escolha. É isso que a Bíblia nos orienta a fazer.

Com carinho 

 
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Vinicius Moura

Nasci em 1951. Já estou entrando naquela idade em que as pessoas não mais buscam aventuras, mas, de certa forma, este blog é uma aventura para mim, pois não sei bem o que esperar dele. Sou evangélico desde o nascimento. Sou também autodidata e venho me dedicando a esse tipo de estudo há mais de 20 anos. Tenho a oferecer, no papel de mediador deste blog, a experiência que acumulei ao longo de todos esses anos. Quero mostrar para as pessoas um cristianismo que liberta o ser humano – do pecado, das ansiedades, da falta de sentido, etc – e não uma religião dogmática, que aprisiona, pela imposição de um monte de regras e através da culpa.

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