O CRITÉRIO DE DEUS PARA NOS JULGAR

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Um amigo meu, outro dia, me dizia que tem horror de certo pastor, bem conhecido da mídia. Pensa que aquele homem costuma criticar as pessoas com muito rigor, especialmente aqueles(as) que têm comportamento diferente daquele considerado por ele, pastor, ideal. 

Eu respondi que, ao invés de ter raiva daquele homem, meu amigo deveria ter pena dele. Digo isso porque a Bíblia ensina que “cada pessoa será julgada no final dos tempos com o mesmo rigor (mesmos padrões) com que julgar as outras“. Se esse pastor é tão rigoroso assim, Deus terá o mesmo rigor no julgamento dele. Simples assim. 

Se você pensar bem, esse critério que Deus adotou para fins do julgamento de cada pessoa – usar os padrões dela mesma contra ela – é brilhante. Acompanhe meu raciocínio. 

Deus não poderia usar os mesmos padrões para julgar a todos, independentemente de sua origem, oportunidades na vida, etc. Não seria justo. Uma intelectual, com acesso à melhor cultura que o ser humano já desenvolveu, não pode ser julgada da mesma forma que uma mulher analfabeta, pobre, que passou sua vida cuidando de diversos filhos e filhas.  

Essa abordagem está em linha com outro ensinamento da Bíblia: “a quem foi dado mais, dele(a) também será exigido mais“. E isso envolve tudo: inteligência, saúde, recursos financeiros, cultura, conforto, etc. 

Agora, ao mesmo tempo em que respeita a diversidade das pessoas, a lógica que Deus vier a usar nesse julgamento precisa ser a mesma para todos(as), pois não pode haver favorecimento a ninguém. E é aí que aparece o brilhantismo da escolha de Deus: a lógica é a mesma já que cada um(a) estabelece, com seu próprio comportamento, os padrões que serão usados contra si mesmo(a). 

A diversidade está respeitada – cada pessoa é julgada segundo padrões que façam sentido para ela mesma – e há uma lógica única, que ninguém pode considerar injusta. Afinal, ninguém pode considerar que os padrões que usa como errados e injustos – seria muita hipocrisia admitir isso. 

Em resumo, Deus conseguiu estabelecer um critério de julgamento perfeito – exatamente como Ele faz com tudo o mais. Portanto, o pastor que incomoda meu amigo é sim digno de pena: haverá maior rigor no julgamento dele do que na maioria das demais pessoas. 

Pense bem nisso quando começar a julgar os outros. Procure lembrar que você nunca pode cobrar dos outros padrões de comportamento que você mesmo(a) não consegue seguir. E, se fizer isso, tal fato será usado contra você no seu próprio julgamento. 

Com carinho 

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