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Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.” (Tiago capítulo 4, versículo 11).

Eu tive um amigo – vou chamá-lo João – que era uma pessoa muito boa, embora torcesse pelo Flamengo (ninguém é perfeito mesmo). João adorava uma fofoca. Bastava chegar perto dele e dizer “sabe da última?” e ele se sentava e com os olhos brilhantes, dizia: “conta, conta.” Pelo menos o João assumia que gostava de fofoca. Não juntava a hipocrisia ao seu outro pecado. 

Mas a maioria das pessoas não assume esse tipo de falha de comportamento, embora adore comentar sobre a vida alheia, o que é comprovado pelo sucesso de revistas como “Caras”. O pior é constatar que as igrejas são normalmente ninhos de fofocas. E triste mas é verdade. 

Foi o texto de Tiago no início deste post que me deu maior consciência sobre esse problema e me ensinou a ser mais cuidadoso com aquilo que falo e divulgo. E espero que as reflexões que faço aqui ajudem você também. 


O poder destruidor da fofoca

A fofoca tem grande poder destruidor: já vi pessoas deixarem
de frequentar uma igreja ou uma família entrar em guerra por causa desse tipo de coisa. O problema é que os fofoqueiros na maioria das vezes nem se dão conta do enorme mal que podem estar fazendo ao próximo. Apenas “saboreiam o prato”, sem medir as consequências. 

Fofoca é pecado porque viola o mandamento de tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados. Ninguém gosta de ser objeto de fofoca, portanto ninguém deve espalhar fofocas sobre os outros. 

E há outro pecado associado a esse tipo de comportamento: o(a) fofoqueiro(a) está trabalhando para Satanás. Repare
que no Apocalipse (capítulo 12) Satanás é identificado como aquele que difama
e espalha mentiras. Portanto, quem espalha fofocas faz a obra dele mesmo que não perceba isso. 


Como evitar a fofoca

Tenho usado duas regras para me ajudar a identificar e lidar com possíveis fofocas. O primeiro passo é saber o que é fofoca. O que podemos ou não falar sobre outra pessoa. 

A regra básica que uso é simples: quando uma informação sobre alguém estiver para ser divulgada, procuro me colocar no lugar da pessoa que é objeto dessa informação e ver como se sentiria a respeito. Se perceber que ficaria triste e ferido, caso aquela informação fosse divulgada, evito fazer o mesmo com o próximo. 

A segunda regra é: sempre que for possível, vou até a pessoa alvo da fofoca e conto para ela o que está acontecendo. Não conto necessariamente quem está espalhando o rumor, a não ser que seja absolutamente necessário, para não tornar o problema ainda maior. 

Esse segundo conselho pode parecer difícil de seguir, mas lembre-se sempre que você poderia ser o alvo da fofoca e gostaria de saber o que está acontecendo. 

Com carinho

 
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Vinicius Moura

Nasci em 1951. Já estou entrando naquela idade em que as pessoas não mais buscam aventuras, mas, de certa forma, este blog é uma aventura para mim, pois não sei bem o que esperar dele. Sou evangélico desde o nascimento. Sou também autodidata e venho me dedicando a esse tipo de estudo há mais de 20 anos. Tenho a oferecer, no papel de mediador deste blog, a experiência que acumulei ao longo de todos esses anos. Quero mostrar para as pessoas um cristianismo que liberta o ser humano – do pecado, das ansiedades, da falta de sentido, etc – e não uma religião dogmática, que aprisiona, pela imposição de um monte de regras e através da culpa.

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