ONDE ESTÁ O LIMITE?

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O cristianismo é sempre muito criticado por ser uma religião intolerante, defender idéias estreitas e antiquadas. Ouço ou leio isso a toda hora.

A questão de fundo é que o cristianismo defende valores absolutos. Para nós, foi Deus quem estabeleceu o que é certo ou errado. Os Dez Mandamentos são aqueles que a Bíblia define e não há como pensar em eliminar um ou dois deles. Podemos no máximo discutir sua interpretação e como aplicá-los na prática, mas mesmo essa discussão é balizada pelos demais ensinamentos da Bíblia. E assim é com todos os demais mandamentos que Ele nos deu.

Agora, o que vemos na sociedade em geral é a relativização dos conceitos de certo e errado. A tese que “cada um tem seu ponto de vista e todas as opiniões devem ter o mesmo peso” é muito simpática e encontra cada vez mais adeptos. Mas o cristianismo não aceita essa linha de pensamento, daí as críticas que sofre.

O que as pessoas não percebem são os riscos embutidos na relativização dos conceitos da moral. E isso fica muito claro numa notícia publicada pela mídia na semana passada. A Bélgica já admitia a eutanasia – suicídio assistido por médicos – para evitar sofrimento desnecessário, em caso de doenças terminais. Antes só adultos podiam solicitar a eutanasia, mas agora esse direito foi estendido para as crianças, desde que os pais (ou responsáveis) aprovem.

O argumento tradicional para justificar a eutanasia é que a pessoa tem direito de escolher se quer ou não continuar a viver, pois a vida é um direito seu. Uma propriedade sua.E à primeira vista trata-se de um argumento razoável.

Mas agora deu-se um passo adicional e muito perigoso: esse “direito”, no caso das crianças, foi passado da própria pessoa para seus pais (ou responsáveis). E nada garante que esse direito não será usado por alguns pais para terminar a vida de filhos com deficiências físicas ou mentais muito sérias. Ou que sejam dados novos passos para flexibilização da ética pública e o direito de optar pela eutanasia passe para o Estado permitindo economizar recursos públicos e diminuir os impostos pagos por todos.

Repare que a falta de um limite moral absoluto, definido por alguém que nos seja superior, deixa a sociedade vulnerável. As escolhas vão se sucedendo com base em argumentos momentâneos e, quando se abre uma porta, fazendo uma concessão moral, fica muito difícil fechar depois. O risco é enorme. E já vemos isso acontecendo em diversos campos, além da eutanasia, como nas questões da liberdade sexual, do aborto, da manipulação genética e outras mais.

Os cristãos vão ser cada vez mais criticados quando se aferrarem aos princípios que Deus estabeleceu. Serão cada vez mais considerados intolerantes, atrasados, insensíveis, etc. Esse é o preço que teremos que pagar para sermos obedientes à sua voz.

Com carinho

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