PESSOAS DIFERENTES, VALORES DESIGUAIS

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Acho que todos acompanharam as notícias sobre o atentado ocorrido dias atrás durante a Maratona de Boston, que matou 3 pessoas e feriu dezenas de outras de forma grave – várias pessoas tiveram membros amputados.

O que será que passa pela cabeça das pessoas que planejaram e cometeram um ato tão horrível? Fica até difícil encontrar uma explicação convincente, a não ser a prática do mal, puro e simples.

E o que os orgãos de segurança dos vários países podem fazer para evitar esse tipo de ameaça? Muito pouco. Infelizmente aconteceu mais uma vez e voltará a acontecer novamente.

Nessas horas só nos resta pedir a Deus que tenha misericórdia de nossa sociedade, tão fraturada, incapaz de fazer as pessoas felizes e torná-las equilibradas, apesar de toda a riqueza acumulada.

Agora, no meio disso tudo, eu vislumbro outro mal, disfarçado, mas tão grande quanto o primeiro: a diferença que existe no valor dado às vidas das pessoas.

Eu li uma estatística sobre o número de baixas causadas nos últimos meses por atentados a bombas no Iraque – foram muitas centenas de mortes e milhares de feridos. Mas esse ataque em Boston, sozinho, ocupou muito mais atenção da mídia internacional do que a soma de todos essas desgraças no Iraque. Por que será que isso ocorre?

Creio que há duas razões. A primeira é que as pessoas se acostumam até com o mal. Atentados no Iraque, Paquistão, Afganistão e alguns outros países pobres são tão frequentes, que acabaram caindo na rotina. E as pessoas tendem a se acostumar com as coisas que estão sempre presentes, mesmo aquelas que são ruins. Basta lembrar o sofrimento mudo de milhões de brasileiros/as, todos os dias, durante horas no trânsito ou nas filas do SUS.

A mídia se interessa apenas pelo novo e um atentado em Boston é algo que nunca aconteceu. Já no Iraque, acontece todo dia.

A segunda razão é ainda pior: por mais que se tente dizer o contrário, na prática, as vidas das pessoas têm valores diferentes. Um cidadão dos Estados Unidos vale muito mais do que um do Iraque. Ricos valem mais do que pobres. E, em muitos países, brancos valem mais do que negros. Não deveria ser assim, mas se ilude quem acha que é diferente.

E não é por acaso que as pessoas tentam emigrar dos países mais pobres para os mais ricos, para passarem a ter mais valor como seres humanos.

Essa diferença vai contra os ensinamentos da Bíblia – Deus ama todas as suas criaturas de forma igual, sem levar em conta sexo, etnia ou origem cultural e cultural.

Mas, na sociedade moderna, a realidade com a qual temos que conviver diariamente é bem diferente e muito triste. Portanto, também não é por acaso, que a Bíblia nos diz que o mundo (a sociedade moderna) jaz no Maligno.

E essa é a realidade com a qual temos que aprender a viver. E felizmente contamos com a presença do Espírito Santo  para nos ajudar nessa caminhada.

Com carinho

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