DECISÕES SEMPRE TRAZEM CONSEQUÊNCIAS

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Tomamos decisões diariamente. E, como nossas decisões têm consequências, acabamos pagando por elas, material, emocional e espiritualmente.

Nesta semana fez 40 anos a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que liberou a prática do aborto naquele país, desde que haja vontade expressa da mãe. As estatístícas mostraram que mais de 44 milhões de fetos foram abortados nesse período, um número estarrecedor.

Não vou entrar aqui no mérito da discussão do aborto, mas gostaria de fazer uma reflexão sobre aqueles homens que tomaram essa decisão – parece que nenhum deles está vivo hoje. Será que eles sabiam que aquela decisão teria um impacto tão grande na história do seu país? E, caso tivessem tido a percepção correta, teriam mantido seu entendimento jurídico naquela questão?

Dá para ter uma ideia da resposta para essas perguntas com base no depoimento de assessores daqueles juízes, que participaram ativamente daquela decisão e ainda estão vivos para contar a história. Vários desses depoimentos dão indicações que aqueles juízes não tinham ideia clara das consequências da sua decisão – nunca imaginaram que as coisas chegariam no nível de um verdadeiro genocídio.

Mas, tenha sua decisão sido tomada com a melhor intenção possível, eles se tornaram co-responsáveis pelo resultado que não esperavam acontecer e seu legado estará para sempre ligado a milhões de abortos.

Ora, digo isso tudo porque muitas vezes não temos perspectiva correta sobre aquilo que escolhemos para nossas vidas e sobre as consequências dessas escolhas: uma profissão; uma oportunidade de emprego; uma pessoa para casar, dentre diversas possibilidades que a vida nos apresenta; e assim por diante. E, sobretudo, escolhemos servir ou não a Jesus como nosso Senhor e Salvador.

Cada escolha dessas marca nosso caminho de forma permanente. E não há como recuperar o passado – por exemplo, uma pessoa que viva uma vida desregrada e se converta já idosa, não conseguirá apagar as marcas do tipo de vida que escolheu tanto do seu corpo como nas emoções das pessoas da sua família. Será salvo -a Bíblia nos promete isso -, mas as conseuências do que fez vão permanecer por aí, de uma forma ou de outra.

Foi isso que Deus quis dizer quando nos avisou que visitaria a iniquidade dos pais na vida dis filhos até a quarta geração (Êxodo capítulo 20, versículo 5). Ou seja, as consequencias do pecado (nossas escolhas erradas) perduram por longo tempo. Não se esqueça nunca disso.

Com carinho